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Você consegue definir com clareza para quem esse produto está sendo feito?
Esse público tem critérios de decisão claros?

A Netflix começou como um serviço de aluguel de DVDs por correio: conveniente para a época, mas ainda limitado. Quando a tecnologia permitiu o streaming, a empresa se adaptou. Mas o verdadeiro Product-Market Fit veio quando passou a produzir conteúdo original, com foco total na experiência do usuário: liberdade para assistir o que quiser, onde quiser, sem interrupções.
Aprendizado: O PMF não está apenas no formato da entrega, mas na proposta de valor que conecta com o momento e o desejo do público.

O Slack nasceu dentro de uma empresa de jogos, como uma forma de facilitar a comunicação entre os times. Quando perceberam que o problema era comum em outros contextos, transformaram a ferramenta em um produto independente.
O PMF veio rápido entre times de tecnologia, onde o problema de comunicação era claro e recorrente. Só depois, com ajustes e reposicionamento, o Slack passou a ganhar espaço em outras áreas e setores.
Aprendizado: Às vezes, o PMF não está no público que você imaginava — mas em quem realmente enfrenta o problema no dia a dia.
Não é porque você quer vender que vão querer comprar.
Não é porque seu produto é bom que ele resolve o problema de qualquer público.
Com certeza você venderia muito mais se vendesse exatamente o que o seu público quer. E isso é Product-Market Fit.
Product-Market Fit (PMF) é o conceito usado para quando o seu produto resolve um problema real de forma clara, percebida e valorizada por um público específico — e esse público responde com adesão, engajamento e retenção.
De maneira simples, é quando o mercado puxa o seu produto, em vez de você precisar forçar a venda. A consequência natural é o crescimento com menos fricção.
Product-Market Fit é estar em um bom mercado com um produto que satisfaz esse mercado.
Tudo começa com clareza: para quem este produto está sendo feito? Identificar o seu cliente ideal (ICP, Ideal Customer Profile) não se trata apenas de uma definição demográfica, mas de compreender o contexto, os comportamentos e os critérios de decisão do cliente.
Isso é o que decide o quão bem sua solução atende às necessidades do seu mercado.
Use segmentação de mercado e crie personas, mesmo que ainda sejam hipóteses (e a revise conforme for entendendo melhor a demanda).
Comece com uma ideia razoável, e refine com base em dados e escuta ativa.
O pior erro é desenvolver um produto sem saber quem é o cliente ideal.
Seu objetivo deve ser identificar dores reais que ainda não são bem resolvidas pelas soluções existentes. Clientes só adotam um novo produto quando percebem que ele resolve melhor um problema que os afeta no dia a dia. Por isso, evite mercados onde as pessoas já estão satisfeitas. Foque onde há insatisfação ou carência.
O que frustra os clientes nas soluções atuais?
Onde as alternativas falham?
Essa dor é urgente e frequente o suficiente para justificar uma nova solução?
Quanto mais claro for o desalinhamento entre o que o mercado oferece e o que os clientes esperam, mais clara será sua oportunidade de gerar valor real.
Em vez de tentar resolver todos os problemas, escolha os mais críticos, e comunique isso de forma clara e diferenciada. A sua PUV é a forma como você comunica por que seu produto é a melhor escolha. Isso exige foco.
Lembre-se da frase de Steve Jobs: "Inovação é dizer não a mil coisas".
Uma Proposta de Valor forte parte do cliente, não da sua solução. É sobre o que ele ganha, não o que você faz.

Com a PUV definida, você estrutura o MVP (Minimum Viable Product), que é a versão mais simples da sua solução que ainda entrega valor real para o cliente.
Serve para testar se sua proposta faz sentido, com o mínimo de esforço e custo. Não é o produto final. É um experimento para aprender rápido.
Pense assim: o que eu consigo entregar em uma semana que já resolve a dor central do cliente?
Antes de desenvolver o MVP por completo, construa um protótipo simples que simule a experiência do produto. Isso economiza tempo, evita erros estruturais e acelera a validação — e você pode fazer isso de várias formas:
Rascunhos no papel: ideal para produtos físicos ou fluxos simples
Wireframes e mockups: versões visuais de sites, apps ou plataformas
Protótipos clicáveis (Figma, InVision): simula a navegação e coleta feedback com mais realismo
Quanto mais próximo da experiência real (mesmo sem funcionar de verdade), mais útil será o feedback.
Observe o comportamento real do usuário com o produto. Não colete opiniões genéricas. Pergunte o que de fato foi útil, o que não faria falta, e o que foi irrelevante.
Busque padrões nas respostas e ajuste com base nisso. Amostras pequenas (5 a 8 usuários por ciclo) já oferecem ótimos insights — se forem do público certo.
Como diz Dener Lippert, CEO da V4, o que não é medido não pode ser melhorado.
Agora é hora de entender se as pessoas realmente estão usando e gostando da sua solução. A pergunta principal aqui é: "As pessoas voltam a usar o produto por conta própria?".
Se a resposta for "não", é sinal de que algo ainda precisa ser ajustado.
Métricas essenciais:
- Retenção: os clientes continuam usando depois do primeiro contato?
- Taxa de churn: quantos abandonam o produto rapidamente?
- Satisfação: o que dizem sobre a experiência (use CSAT ou NPS)?
- Dependência: pelo menos 40% dos usuários dizem que ficariam "muito desapontados" se o produto acabasse?
A melhor forma de visualizar isso é pela curva de retenção.
Ela mostra como o número de usuários ativos evolui ao longo do tempo após o primeiro uso.

A curva ideal estabiliza em um patamar saudável, isso indica que o produto atende de fato a uma necessidade real, e gera uso contínuo sem esforço adicional de convencimento.
Aprofunde-se nos dados brutos. Aprenda a interpretá-los. Isso muda o jogo.
Na V4, transformamos o processo de PMF em uma metodologia prática, com diagnóstico, prototipagem, validação e análise de métricas para garantir que você está no caminho certo.